terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ainda sobre os homens


Há homens muito estranhos e ás vezes quanto mais velhos mais estranhos ficam. Conheço alguém há dois anos e quase sempre discutimos. Ele diz que sou mimada e caprichosa além de ter um feitio insuportavel. Ora o que é que se faz quando alguém diz coisas tão amorosas sobre nós? Pomos os piquenos ao fresco! Bom se tenho assim tão mau feitio não faças o sacrificio de me aturar, vai á tua vidinha que eu vou á minha. E depois disto tudo o mais surpreendente é que passados uns meses lá volta de rabinho entre as pernas muito amoroso a perguntar como é que eu estou e que sente muito a minha falta e pensa muito em falar comigo mas perde a coragem... quer sempre fazer as pazes e isto já é a 3º vez. Mas que raio de falta de auto estima é esta? O pior é que a opinião dele não muda, tem apenas estes interregnos e fica com saudades porque já não se lembra do mau feitio da fera. Assim que houver oportunidade de o contrariar ou deixar a falar sozinho porque só esta a dizer disparates, volto a ter novamente todos os defeitos e mais alguns. Será que as pessoas não sabem vêr quando basta?

2 comentários:

Anónimo disse...

Por que os homens são tão bestas

Jacob Bazarian

Segundo a Curva de Gauss ou a Curva do sino, a distribuição normal de quocientes de inteligência (QI) em qualquer agrupamento humano volumoso (alunos de uma escola, funcionários de uma empresa, população de uma cidade et cetera) apresenta aproximadamente a seguinte proporção:

· 1% de idiotas, imbecis e cretinos, com um QI abaixo de 70;

· 5% de débeis mentais com QI de 70 a 79;

· 15% de retardados mentais com QI de 80 a 89;

· 58% de indivíduos normais com QI entre 90 a 109;

· 15% de indivíduos inteligentes com QI de 110 a 119;

· 5% de indivíduos muito inteligentes com QI de 120 a 129; e

· 1% de indivíduos de inteligência superior com QI de 130 a 140.

Quando o indivíduo tem um QI abaixo de 70 é considerado oligofrênico (falta de inteligência).

Quando o indivíduo apresenta um QI acima de 140 é considerado um gênio, o que raramente ocorre.

Segundo a Curva de Gauss, 21% da população teria QI abaixo do normal. Mas essa distribuição de QI é apenas uma hipótese teórica. Na prática, deparamo-nos com outra distribuição mais realista. A população de uma empresa ou país pode ser assim concebida:

· 90% têm um quociente de inteligência abaixo do normal. São os retardados, os débeis mentais e os oligofrênicos: cretinos, imbecis ou idiotas.

· 9% são normais, e 1% é acima do normal.

Em outras palavras, a maioria absoluta é besta.

Os donos de companhias cinematográficas, fonográficas, os produtores de televisão, os editores et cetera sabem muito bem disso. Visando o máximo de lucro possível, eles procuram abranger o maior número possível de consumidores, construindo seus programas num nível inferior, isto é, destinados preferencialmente aos retardados, débeis mentais e oligofrênicos.

Ocasionalmente, quando há um filme, um programa, uma revista, um disco ou livro destinados aos 10% normais, há, certamente, prejuízo que somente é compensado pelo lucro fabuloso que trazem os filmes, novelas, revistas, jornais, livros, discos et cetera destinados aos subnormais.

Quando você lidar com o público, lembre-se disso e não terá ilusões nem prejuízos. O único perigo é, com o tempo, tornar-se um deles de tanto lidar com eles.

Há mais subnormais do que você possa imaginar. Preste atenção ao seu redor. Quais são as preferências culturais das pessoas? Como é seu vocabulário? Quê lêem? Quê falam? Isso, sem dúvida é um grande mal que é preciso sanar com urgência.

Se você se considera um indivíduo com QI acima do normal, ou quase um gênio, ou um gênio, não fique embevecido com sua capacidade. Lembre-se da fábula de La Fontaine na qual a lerda e modesta tartaruga ultrapassou a rápida e pretensiosa lebre.

O trabalho esculpiu o homem e continua a processá-lo. A melhor prova disso: basta deixar de trabalhar e de pensar que o homem acaba se tornando animal irracional.
Pense e trabalhe.


Beijinhos

j maria castanho disse...

acta nupcial

Nesta Lua Nova, sexta-feira, dia treze do oitavo mês
Estou em Uruk, meu amor, a vinte e cinco séculos de ti
E as árvores são as mesmas árvores cuja sombra te abrigou
Os animais rareiam mas são tão iguais aos que perseguiste
Excepto aqueles que nunca cheguei a conhecer se extinguiram
Os mesmos rios correm com idênticas águas sempre outras
O Tigre e o Eufrates antes cristalinos e insubmissos fluem
Agora tímidos e sujos e estagnam em barragens avulso
Os homens e mulheres já não flanam em sedas, linhos e lãs
E os brocados perderam as figuras geométricas que os esculpiam
Os losangos, círculos e triângulos da incógnita decimal divina
Nem inquietas danças balançam sob a sua passagem fugaz.

Mas esta esquina é a mais frequentada da cidade desde cedo
E nunca me falta trabalho, às vezes ainda se não vê claro e já
Tenho agricultores ou ricos negociantes para grafar contratos
Viúvas que querem mandar cartas a seus filhos e mais parentes
Nem nunca me faltam as tabuinhas de alabastro e terracota
E a deusa Inanna protege ciosamente altiva os seus súbditos
Porque Inanna, deusa do amor e da fecundidade, também é fiel
Súbdita incansável de Arina cuja luz a todos igualmente ilumina
Incluindo Gilgamesh, Enkidu ou até o sobrevivente Shuruppak
De quem o dilúvio quase tornou o único homem sobre a terra,
Embora se saiba hoje que não foi assim, pois todos aqueles
E aquelas que ao momento adoravam A Deus nos altos píncaros
Dos montes se salvaram ilesos e íntegros na carícia do vento
Como quaisquer frutos altaneiros a que as águas não atingem
Ou o voo das aves se torna impróprio ante encascada polpa.

Foi a principal prova do poder e gratidão de A Deus entre nós
De como o seu louvor é benfazejo e imaculado e são e puro
E de como nele os netos dos homens se fazem à medida avós
E de como o mundo todo é seu templo sem cúpulas nem muro.