terça-feira, 9 de maio de 2017

Viajar

Quando regressava de Bruxelas para Lisboa, conheci no avião a Maria José. Esta senhora tinha ido visitar a sobrinha que trabalha numa das instituições relacionadas com o parlamento europeu e vinha cheia de conversa, por causa da troca de lugares que a hospedeira gentilmente tratou, por não terem emitido os cartões de embarque com a lógica de quem viaja e os adquire em conjunto como eu e sr Fofinho fizemos.Falamos essencialmente de Bruxelas, dos passeios e das viagens que realizamos ao longo da vida. Ela sempre viajou muito sozinha, que é algo que eu realmente admiro, e eu sempre viajei muito acompanhada que é algo que ela aprecia. Mas aquilo que mais retive nesta conversa foi o facto de me ter dito que a maioria dos seus amigos organizaram as suas viagens no binómio idade/distância. Ou seja, as viagens mais longínquas fizeram-nas enquanto eram novos e os países mais próximos, Europa e Mediterrâneo deixaram para uma fase mais tardia da vida em que pensaram que não se iriam conseguir deslocar da mesma forma nem passar tantas horas no avião como em novos. Nunca tinha pensado nas coisas dessa forma. A minha lógica sempre foi e continua a ser - sítios que quero conhecer - o dinheiro que tenho disponível nesse ano para viajar - companhia interessada em conhecer o mesmo lugar que eu. 


Bom se houver alguma verdade nisto, aqui fica declarado que pretendo ser jovem toda a vida (e até onde o dinheiro o permitir).

2 comentários:

AvoGi disse...

Um bom conselho para os que gostam de viajar.sei de alguém que viajou para mais longe enquanto a filha pagava (ou não pagava nada) meia.
Kis :=}

Paula Furtado Santos disse...

E já somos 2!
:)