quarta-feira, 17 de julho de 2013

Das incapacidades (dos outros) que nos afectam a nós

Apesar de ter uma boa relação com a cara metade sofro com a sua incapacidade de me surpreender, de ter atitudes românticas e algumas atenções. Verdade que sempre foi assim, mas também é certo que com o passar dos anos se não vamos alimentando a relação algo se vai perdendo. Há coisas que não consigo entender, como é que namorando à quase 3 anos nunca tive direito a receber flores, nem digo numa ocasião especial como o meu aniversário ou numa data especial de namoro, mas flores só porque sim, porque passou num sitio as viu bonitas e se lembrou de mim. Outra situação que era uma pedrinha no sapato e com os anos se tornou num pedragulho é a incapacidade para me surpreender. Quer dizer, ele surpreende sempre com jogos de futebol e ideias peregrinas de desporto a fazer a dois, mas falo de surpresas que têm que ver cmg, com quem sou e com aquilo que gosto. E esta incapacidade está a desgastar um bocadinho a nossa relação, é que me cansei de ser eu a marcar tudo e a pensar em tudo. O facto de ele o fazer demonstra também  afecto por mim e que aprecia quem eu sou e aquilo que faço por nós. Como isso não acontece, muitas vezes acabo por me desligar um pouco da relação, para não acusar a falta destas atenções. Resolvi ajudar e colocar no blog algumas coisas simples que gostava de fazer, porque passados estes anos parece que ainda não me conhece o suficiente para saber do que gosto, mas não está a funcionar. Ainda ontem me disse que estava a planear uma surpresa para o fds, e o que queria fazer, porque lhe falei em irmos a Mafra ver a peça do Memorial do Convento, no próprio Convento, mas ele pensou irmos para Lisboa fazermos um percurso turistico com guia e jantarmos lá. Acabou por dizer o que era a surpresa, eu fiquei surpreendida por ele entender que um dia "turistico" em Lisboa a dois implica comprar um voucher na net com um guia e fazer em grupo o percurso assinalado e ainda ganhar 2 tshirts no final. Não há nada menos romântico que um passeio em grupo com desconhecidos. Perdi logo a vontade e comecei a equacionar se tinha sido boa ideia colocar aqui estas sugestões, porque mesmo com elas ele não faz a menor ideia daquilo que eu quero e me deixa feliz. E eu acho que é porque não me ouve ou não presta atenção áquilo que digo. Era fácil fazer uma coisa destas, porque eu já falei nela. Um sábado ir por volta das 10h para Lisboa. Fazer uma paragem na Madalena para ir a Boulangerie fazer um brunch. Apanhar o electrico 28 e ir até á feira da ladra e ao panteão nacional e descer por Alfama. Terminar com um lanche na LX Faxtory. Ou apanhar logo o electrico 28 fazer o mesmo percurso, mas almoçar no novo restaurante italiano do mercado de Santa Clara em que todo o menu é dedicado ao cogumelos. Descer na mesma por Alfama e ir visitar o Mude e o novo museu sobre a historia de Lisboa, mesmo debaixo das arcadas. Terminar o dia com uma bebida numa das novas esplanadas da praça do comercio e regressar a casa. Eu já falei nisto umas 30 vzs e para se puder fazer, basta tomar atenção e procurar na net, pesquisar, marcar, organizar. Sim dá trabalho, mas isso é amor certo? Não há tempo para fazer isto? Que tal ao fim do dia irmos ao Martim Moniz conhecer as novas tasquinhas que a praça tem? Existe tanta coisa gira para fazer, tanta informação disponivel e tanta falta de interesse associada em organizar seja o que for. Ah e quando se quer fazer uma surpresa, basta dizer - Não marques nada para dia tal que vamos sair. Onde? É surpresa. Leva uma roupa confortavel e esta pronta ás tantas horas. E não se revelou nada.
E sim, este assunto deixa-me triste e incomodada, já sem vontade de finjir que não faz mal ou que não se passa nada.
 

4 comentários:

Anónimo disse...

mal habituada... é o que é!

Susana Correia Dos Santos disse...

Verdade. Houve alguém na minha vida que sabia até melhor do que eu aquilo que queria, gostava ou desejava, e era um mestre eximio em preparar qualquer programa ou surpresa. Tudo agradava tudo era especial. Esse tempo já passou e só posso ficar feliz por essa pessoa ter existido na minha vida. Se elevou a fasquia para quem cá fica? Claro que sim... cabe a nós fazer um esforço para que tudo se torne melhor, mais não seja colocando posts destes, que sempre são uma ajuda.

Maria disse...

o que escreveste aqui diz-lhe :)

Susana Correia Dos Santos disse...

Já lhe disse Maria. Com tempo, paciência e muito Amor a coisa dá-se :-)