sexta-feira, 6 de julho de 2018

As certezas que tenho

Sempre que comento um post em algum blogue que sigo, faço como resposta ao autor do blogue. Não respondo a outros comentários que já lá estejam por muito bizarros que me pareçam nem alimento respostas alheias a comentários meus. Porque se existiu um comentário inicial é pela minha relação com aquela pessoa, e não com terceiros que não sigo nem faço ideia quem são. Isto para dizer que esta semana li um comentário a uma publicação num blogue que sigo em que basicamente a senhora em questão dizia que não tinha a mínima vontade em ser mãe, mas como amava muito o homem com quem estava e ter filhos era um requisito fundamental na vida dele, conversaram e ela concordou para não o perder. Aqui para nós, na privacidade deste meu cantinho e do alto da minha sabedoria de 36 anos vividos e de filha desejada e amada que sempre fui posso dizer com toda a certeza - não queria ser filha de uma mãe que não me quisesse com todas as forças do seu ser. Àquela senhora se tivesse respondido, só poderia dizer - homens há muitos, filhos é que não. E não explorando o assunto aqui, eu também percebo qualquer coisinha sobre amores imensos e pares perfeitos mesmo que em situações imperfeitas. Se há pessoa que é amada, bem amada e muito amada sou eu. E ainda assim já mais teria um filho com um homem que não quisesse ser pai, que não quisesse ter um filho comigo e que apenas cumprisse o frete, ou fizesse o favor. O primeiro requisito para ser um bom pai ou uma boa mãe é mesmo querer ser (mesmo quando não é planeado e nós percebemos que temos que fazer o melhor pelo ser que aí vem). Imagino o horror que será a vida daquele bebé e daquela criança ao sentir que a mãe o teve para agradar ao pai. Porque o amor se sente, e a falta dele também.


2 comentários:

Titica Deia disse...

Tão verdade e tão triste...

Cynthia disse...

Yep... também evito comentar algumas coisas que leio, até porque não são dirigidas a mim, mas à publicação em questão. Também li isso e podia dizer que o queixo me caiu ao chão, mas, infelizmente, não, porque já não é a primeira que oiço dizer uma barbaridade dessas. Como terem acordado que, um dia que se separassem, o pai ficaria com a custódia total, sem objecções. No fundo... aquela mãe, mesmo depois de ter o filho, não o quer, tanto que com a separação do marido, virá a separação do filho. É triste e tenho mesmo pena é da criança... acho que isso não é gente normal, mas quem sou eu?...