quinta-feira, 27 de julho de 2017

Parece que é mais ou menos isto

Já tinha uma teoria para as mulheres mono e as mães mono. Agora que estou grávida tenho outra teoria sobre as grávidas mono. Juro que se um dia tirar um mestrado, me debruço sobre este fenómeno.
Na verdade nunca me senti tão desenquadrada como agora. Quando tinha excesso de peso e não me vestia ou produzia como gostaria de o fazer, também não me sentia posta de parte. E verdade seja dita nem com 115 kg tive problemas de auto estima. Agora que estou grávida e entro numa sala de espera da maternidade, do centro de saúde ou de um qualquer consultório, as outras grávidas olham para mim como se eu fosse uma intrusa, como se não pertencesse ali. Fosse eu outra pessoa quase me sentiria coagida a pedir desculpa por continuar magra. Por usar vestidos curtos e saltos altos. Por ter a depilação em dia, sobrancelhas arranjadas, unhas pintadas. E maquilhagem em dias de 35 graus? Mesmo que seja só um anti olheiras, um pó de sol, máscara e batom? Quase me sinto encaminhada para o pelotão de fuzilamento. Grávida que é grávida quer-se grande, toda ela da barriga aos pés. Precisa de 2 cadeiras. Está cheia de edemas e não vive sem um leque para se abanar, Nesta altura do ano já só sai de casa de chinela no pé e cabelo apanhado. Maquilhagem para quê? Já está tão inchada e cheia de borbulhas que tudo o resto parece inútil. E vivem assim felizes naquele direito consentido de serem desmazeladas, porque alguém lhes disse que estão num estado de graça. Eu que não engorde mais 1kg até à próxima ecografia, que ainda alguém me passa uma rasteira à porta do consultório...

2 comentários:

Cynthia disse...

Verdade! Eu não era como tu, não me maquilhava, nem produzia muito... não usava saltos e era uma grávida muuuuito redondinha. Mas não me fazia confusão haver grávidas magras, de saltos, ou fosse o que fosse. As pessoas incomodam-se com tudo, especialmente, se os outros não agirem como elas. Até enjoam...

Susana Correia Dos Santos disse...

É engraçado quando vives ambas as realidades. Sempre gostei muito de me produzir e sempre fui muito feminina, mas na altura em que tinha excesso de peso não o fazia, para que as pessoas não olhassem tanto para mim. Mas em qualquer dos casos nunca olhei ninguém de lado, nem as magras nem as gordas. As pessoas não se medem aos palmos nem ao kg.