sábado, 7 de abril de 2012

Hoje é noite de miminhos

Vamos celebrar a páscoa com amêndoas e beijinhos!

Assim de repente... nem pensar!

Esta ideia de relançar o Titanic em 3D parece-me um bocadinho parva. Imagino que não vá ter muitos espectadores. Não percebo porque é que uma vez já visto este filme no cinema e vezes sem conta na tv, alguém vá pagar um bilhete de cinema para o vêr novamente em 3D.
E depois nos últimos meses já se afundaram tantos navios da costa cruzeiros que o titanic passou a ser corriqueiro...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tarde de 5f - Santa

Foi mesmo santa, fofa e cultural. Estou com os tiques e toques que alguns funcionários públicos já tiveram em tempos e a empresa deu-me a tarde de 5f. A manhã passou a correr, tive um almoço de amigos antes de irmos celebrar a páscoa e depois aproveitei o facto do sr fofinho estar de folga para irmos passear. Já tinha o palácio da vila de Sintra debaixo de olho á algum tempo e calculei que a confusão numa 5f á tarde deveria ser menor que durante o fds. Assim fomos visitar o palácio e lanchar uns travesseiros á piriquita, mas desta vez foi especial, porque em vez de ser um passeio a 2 foi a 3. Ganhei uma sobrinha super fofa como o tio, e que se porta lindamente para ir passear e visitar monumentos.






Considerações sobre esta visita:
É certo que ao longo dos anos o incentivo á cultura tem sido pouco ou nenhum, mas neste momento está mesmo num estado miserável. Terem deixado de existir entradas gratuitas aos domingos nos museus e monumentos nacionais foi um golpe muito duro, mas pelos vistos ainda não o suficiente porque o preço das entradas no Palácio da Vila de Sintra, este ano aumentou 2 euros. Desta vez levamos a sobrinha connosco e como tem 8 anos a entrada é gratuita, mas dá que pensar nos pais portugueses que querem dar uma melhor educação aos filhos e não conseguem. Fazendo as contas entre os 14 euros para 2 adultos e 1 criança visitarem o palácio, mais o preço de um lanche normal, são 25 euros numa tarde. Para nós foi um mimo, para a maioria dos pais deste país é perfeitamente impossível.

Este Palácio além de ser bonito á vista, também consegue mostrar uma boa parte da nossa história com os diferentes reis e infantes que por lá passaram. Tem na realidade uma carga emocional e energética muito forte e não consegui ficar indiferente ao olhar para o quarto\cárcere de D. Afonso VI, onde viveu encerrado durante 9 anos da sua vida, acabando por falecer lá. É a 2º fotografia que aqui coloco e é possivel perceber o desgaste que os ladrilhos do chão têm com aquilo que devem ter sido as longas horas do monarca a caminhar á volta daquele quarto, para não ficar com os musculos atrofiados durante os 9 anos que lá esteve. Não vou esquecer o aperto no peito que senti ao olhar para aquela prisão.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hoje jantamos aqui



Acabei por me render á magia dos posts agendados. Posso estar 2 ou 3 dias sem vir a casa que ainda assim o blog continua sempre animado, excepto quando estou em viagem, que o tempo do passeio é sagrado e não há imaginação nem paciência que cheguem para agendar 1 semana de posts.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Faial - Vulcão dos Capelinhos

Já tinha estado em algumas ilhas de origem vulcânica mas nenhuma paisagem dessa natureza teve o mesmo impacto em mim como a dos Capelinhos. Quando estive na Sicilia ia bem ciente de que ali se encontrava o mais alto vulcão activo de toda a Europa, mas talvez por ter passado praticamente todo o tempo em Palermo, só quando o barco se afastou do porto é que pude sentir que se trata de uma ilha vulcânica.
Em Tenerife fiz um passeio até á cratera do Teide. Não me recordo muito bem, mas penso que já não se encontra activo há bastante tempo. Sinceramente não passava de uma paisagem lunar que não despertou grande interesse, que não fosse o de recolher uma obsidiana negra para trazer para casa. Lembro-me também que era proibido retirar qualquer tipo de pedra do parque natural e que depois de ter guardado a obssidiana na mochila fui massacrada até chegar ao hotel por medo de descobrirem que levava uma pedra "desviada" do parque.
Nenhuma destas experiências me preparou para isto


esta paisagem é absolutamente esmagadora. A vontade de me sentir envolvida por aquele ambiente inóspito era tanta que mal estacionamos o carro, nem esperei pelo sr fofinho para partir á descoberta!




Ficamos surpreendidos quando percebemos que aquele vulcão esteve activo durante mais de 1 ano entre 1957 e 1958, tendo acabado por cobrir uma boa parte da ilha com as suas cinzas.




Este farol ficou com a sua parte inferior soterrada nas cinzas. Hoje é o museu de interpretação do Vulcão dos Capelinhos.


Já junto do mar a diferença de tonalidades contrastantes entre o negro da lava e o tom claro do mar, cria este cenário inesquecível.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Hoje foi dia de compras

Tenho andado tão poupadinha nos últimos meses que já nem me lembrava da sensação de comprar coisas para mim. O meu creme hidratante está a acabar, mas como os restantes produtos da mesma gama ainda dão para mais 1 mês não quis estar já a comprar uma nova linha. Na verdade ainda estou indecisa se volto para a clinique ou se experimento outra marca. Assim decidi comprar um creme português do qual já tenho lido boas criticas e que é muito acessivel, o benamôr. Já que estava no shopping fui vêr algumas novidades na roupa e acabei por comprar uma blusa azul, que na realidade não me fazia falta, mas era baratinha e tal, e já foi! Depois lembrei-me que ficavam bem uns brincos azuis compridos, ou com pedras coloridas ou missangas. O par que mais usava perdi-o o verão passado na ilha Terceira. Corri todas as lojas de bijuteria e não encontrei nenhuns de que gostasse. Ainda assim encalhei numas sandálias pretas, rasteiras que me faziam falta para o verão.
Agora estou a digerir as compras, 3 coisas num só dia passou a ser muito para mim, mesmo quando duas delas eram mesmo necessárias.

domingo, 1 de abril de 2012

Sobre a insustentável leveza do ser

Existem dias de desconforto. Hoje é um deles. Dias em que sinto que dentro de mim que algo está errado, talvez porque percepcione que alguma coisa fora do habitual se passa em cabeças alheias. Toda a vida fui assim e sempre detestei este meu lado, não sei se por viver em constante dúvida e estar sempre a tentar convencer-me de que são coisas da minha cabeça, sentimentos imaginários que surgem por apenas percepcionar uma parte e não o todo, ou se por temer que mais uma vez tenha razão. E estes pensamentos fazem com que me sinta ameaçada, com que o núcleo que representa a unidade do meu ser se comece a estender e a seguir em várias direcções.
Hoje quando vinha a conduzir para casa lembrei-me de um parágrafo do livro que estou a ler:

"Eram as vertigens. Um inebriante, um incontrolavel desejo de cair. Poderia talvez dizer que ter vertigens é embriagarmo-nos com a nossa própria fraqueza. Temos consciência da nossa fraqueza, mas em vez de resistir-lhe, queremos abandonarmo-nos ela. Embriagarmo-nos com a nossa própria fraqueza, queremos ficar ainda mais fracos, cair por terra em plena rua, à frente de toda a gente, ficar por terra, ainda mais abaixo que a terra."

Como será que quem lê este livro entende estas palavras?

E quem no mundo entende o que elas significam para mim?