quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dos desamores de estimação

A única vez que vi esta criatura medonha, estava no aeroporto de Lisboa. Ambas na fila para os taxis, ambas regressadas de Paris. Eu sozinha, super bem disposta depois de 15 dias passados com os meus amigos e ela acompanhada por uma especie de namorado ou outra coisa qualquer, que maltratou fila abaixo. Disse-lhe coisas que nem os cães "gostam de ouvir". Uns anos depois, quando surgiu aquela sua crónica sobre as mulheres mais gordinhas roubarem os homem interessantes e disponiveis, áquelas que são magras, supé giras e que fazem tudo para se manterem no estatuto de gaja boa e poderosa, só me lembrava desta cena no aeroporto. Para uma mulher mal amada qualquer desculpa é válida para justificar os seus falhanços amorosos, daquela vez eram as gordas que estavam mais a jeito, mas qualquer dia são as baixas, as morenas e a quem mais ela puder deitar a mão.
 
 
 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Cenas da vida privada

Uma pessoa está descansada da vida na caminha do hotel e sua excelência fica de súbito com dotes artisticos! Quer experimentar a caneta que lhe deram e até acha que sabe fazer grafitis. Por enquanto estas maluquices só lhe dão nas férias, porque se estes ataques fossem diários eu já não tinha pele de tanto a esfregar na manhã seguinte!


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Mais uma 2ºf daquelas

 
E eu acordo assim. Ainda cansada do casamento no sábado, das folgas em que acordei cedo, de ir trabalhar no domingo, e hoje pensar que os pregrinos estão a chegar a fátima! Vamos ter muito trabalho... prevejo um dia pouco católico para o meu lado. É melhor começar já com injecções de cafeina.

domingo, 12 de maio de 2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Tempo para mim

 
Deste mal não sofro. Lido tão bem com os meus pensamentos, por mais absurdos que sejam... e as minhas lembranças não me atormentam, muito pelo contrário, deixam-me serena e envolta de uma certa tranquilidade e certeza de que tudo quanto passei me mostrou o quanto consigo suportar. Tenho plena noção de que o meu espirito é forte. Sou como uma árvore com boas raizes e tronco delicado, quando chegam os vendavais arqueia ao sabor do vento, luta para novas direcções, abana, mas não cai.
 

Isto para dizer que muitas vezes também preciso de estar só com a minha companhia. Viver junto com alguém com quem também trabalhamos, com quem fazemos as viagens de carro para ir e voltar da empresa, com quem passamos as nossas folgas e 90% das férias também pode ser cansativo. Sr Fofinho a semana passada queixava-se que a nossa vida estava muito organizada, que eu punha as obrigações primeiro que tudo. Nas coisas que têm que ser feitas, que têm que ser pagas, que têm prioridade em relação a outras. Mas que melhor regente para o seu reino do que uma mulher?
De qualquer forma por causa do casamento a que vamos no sábado tive que trocar as minhas folgas e Sr fofinho ficou ontém e hoje em casa dos pais e eu vim trabalhar. Foi uma felicidade para ele não ter horas para acordar, puder ir tomar café com os amigos, jogar futebol todas as noites. Acho que precisava de folga de mim para puder fazer aquilo que mais gosta nos horários que lhe convém. Só que aquilo de que não se lembra, é que a mim também me sabe bem ter tempo para fazer as minhas coisas. Claro que ontem o "fazer as minhas coisas" teve tradução directa para chegar a casa e varrer e lavar o chão de 9 divisões, fazer uma máquina de roupa. arrumar o escritorio e deitar-me esgotada e ainda com ideia de estar a dormir antes das 23h, que é coisa que raras vezes acontece quando estamos juntos. Mas e o romance da Catarina de Bragança que estou a adorar ler? Ainda por cima estava na parte em que ela tinha feito a viagem de barco de Portugal para Inglaterra e ia conhecer o seu Charles? Não consegui resistir e apaguei a luz ás 23.40h. Ontem foi assim, mas também sinto falta dos meus momentos de sossego, das leituras sem horas marcadas, dos dias para fazer os banhos de imerssão e as máscaras para o cabelo, para o rosto, mais as esfoliações. Das tardes em que passeio sozinha por Lisboa, como aconteceu no mês passado quando estive a fazer tempo para ir buscar a madrinha para a massagem e andei a passear pela Av. 5 de Outubro, estive na viva a ver as novidades, foi ao apolo 70 e pensei que já não conhecia as lojas daquele centro e que até as casas de banho tinham passado para o piso de baixo. Em que fui á magnolia, beber um sumo de laranja natural e comer um daqueles biscoitos que têm nos potes no balcão. Cada cantinho de Lisboa tem memórias que me recordam a minha identidade. Desde as idas à Baixa com a mãe, a igreja de São Nicolau, as compras de tapetes e tecidos no Martim Moniz, o Largo da Estefânia nas noites quentes de verão, o Miradouro de Nossa Sra do Monte, a Costa do Castelo, os lanches com a madrinha na nacional, as idas aos alfarrabistas do Chiado, o percorrer as salas da Bertrand da Rua Garret, ir a drogaria da rua 1ª de Dezembro, as compras na Avenida de Roma com os lanches na Mexicana e os empregados a irem mostrar a gaiola dos pássaros de cada vez que lá ia. Os gelados do galeto com nomes como leviano... ou os jantares no Gambrinos antes de ir á Ópera. Esta é a lisboa de que sinto falta, a minha Lisboa.  Mesmo quando percorro esses sitios onde já fui feliz com outras pessoas, ou que eram tradição e que agora os faço sozinha me sinto bem. A mim também me faz falta liberdade, não para ir jogar futebol, mas para ao final da tarde rumar ao freeport só porque me apetece ver as lojas, ou ir até ao tea for two numa tarde invernosa em que só apetece chá preto com gengibre e scones com manteiga e doce de pera rocha.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Da bipolaridade que afecta o meu roupeiro

a bipolaridade deste boletim meteorologico, juntamente com a instabilidade que o desmame do prozac me causa (que até ver bipolar não sou). Tudo isto tem atacado o meu roupeiro e não faço a minima ideia do que vestir para o casamento a que vou no sábado. Por sorte tenho várias opções, que no tempo das vacas gordas tive a inteligencia de comprar bastantes vestidos, sapatos e acessórios, apesar das criticas de que não precisava de tanta coisa. Infelizmente a crise veio dar-me razão. fiz bem em comprar em demasia e hoje puder ter por onde escolher, já que dinheiro para vestidos novos não há, mas no roupeiro ainda existem 2 vestidos por estrear 1 par de sapatos por estrear e 3 vestidos que só foram usados 1 vez. Só espero que o sol brilhe este sábado.
 
 
 

terça-feira, 7 de maio de 2013

A vida de Mister Thomas

 
Apresento Mister Thomas! Este é o boneco com que dormia durante a infância. A uma dada altura da minha vida resolvi que o devia oferecer a uma prima que vive no Alentejo, para lhe fazer companhia. É que ele é um boneco especial, com quem até pudemos conversar. Tem um ar muito atento e carinhoso. Apresentações feitas vou agora mostrar a sua nova casa longe de mim.
 
 
Há 3 anos que Mister Thomas vive num monte alentejano, onde no verão pode apanhar banhos de sol junto á piscinha.

 
No inverno tem sempre um lugar quentinho guardado para ele junto da lareira.

 
E nas festas de familia e nas ocasiões em que nos reunimos, também tem sempre lugar á mesa!

 
Não sei porque... mas acho que ele não sente a minha falta...