terça-feira, 10 de julho de 2018

Com uma pequena diferença


Hoje levantei-me mais tarde porque o João me deixou dormir, mais um bocadinho...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

sábado, 7 de julho de 2018

sexta-feira, 6 de julho de 2018

As certezas que tenho

Sempre que comento um post em algum blogue que sigo, faço como resposta ao autor do blogue. Não respondo a outros comentários que já lá estejam por muito bizarros que me pareçam nem alimento respostas alheias a comentários meus. Porque se existiu um comentário inicial é pela minha relação com aquela pessoa, e não com terceiros que não sigo nem faço ideia quem são. Isto para dizer que esta semana li um comentário a uma publicação num blogue que sigo em que basicamente a senhora em questão dizia que não tinha a mínima vontade em ser mãe, mas como amava muito o homem com quem estava e ter filhos era um requisito fundamental na vida dele, conversaram e ela concordou para não o perder. Aqui para nós, na privacidade deste meu cantinho e do alto da minha sabedoria de 36 anos vividos e de filha desejada e amada que sempre fui posso dizer com toda a certeza - não queria ser filha de uma mãe que não me quisesse com todas as forças do seu ser. Àquela senhora se tivesse respondido, só poderia dizer - homens há muitos, filhos é que não. E não explorando o assunto aqui, eu também percebo qualquer coisinha sobre amores imensos e pares perfeitos mesmo que em situações imperfeitas. Se há pessoa que é amada, bem amada e muito amada sou eu. E ainda assim já mais teria um filho com um homem que não quisesse ser pai, que não quisesse ter um filho comigo e que apenas cumprisse o frete, ou fizesse o favor. O primeiro requisito para ser um bom pai ou uma boa mãe é mesmo querer ser (mesmo quando não é planeado e nós percebemos que temos que fazer o melhor pelo ser que aí vem). Imagino o horror que será a vida daquele bebé e daquela criança ao sentir que a mãe o teve para agradar ao pai. Porque o amor se sente, e a falta dele também.


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Testemunhas de Jeová

A minha mãe sempre alugou casas e eu sempre convivi com isso e com os inquilinos. Depois de ela falecer continuei eu esse trabalho. Já são muitos anos de experiência e muitos inquilinos. Aqui já tivemos inquilinos de quase todos os palop, brasileiros e até de leste. Mas de todos os que me têm calhado, os piores são os das testemunhas de jeová. São maus vizinhos, intriguistas, desequilibrados, querem sempre ter razão e encontram sempre alguma coisa para embirrar. Ora como isto não é o parlamento e não precisamos propriamente de andar a fazer oposição, porque somos oposição ou a chatear os outros não lhes vejo qualquer utilidade. Não se consegue ter uma conversa normal com nenhum deles e não devem nada à inteligência (se calhar por isso é que são testemunhas de jeová). Isto é um post muito aberto e pode ferir suscetibilidades. Mas acho que só podemos ter esta posição quando passamos pelas coisas, tudo o resto são preconceitos. Alugo casas a famílias de cabo verdianos que são barulhentos e têm montes de crianças, mas são humildes e sabem tratar com respeito o senhorio e os outros inquilinos (da minha experiência). De brasileiros que adoram fazer festa e churrasco, mas que pedem sempre autorização e deixam tudo limpo e imaculado depois da festa. Também te convidam e se não fores trazem sempre um prato com qualquer iguaria da festa. São os primeiros a ajudar os outros vizinhos em qualquer aflição, mudar uma lâmpada porque a velhinha não sobe ao escadote, carregar um móvel numa mudança da casa do lado ou caçar uma osga que entrou para a casa daquela mãe solteira que entrou em pânico (isto pela minha experiência). Os de leste são mais reservados mas muito protectores. Lembro-me que no tempo da minha mãe tivemos um inquilino da Ucrânia que face a uma ocupação indevida de outro inquilino e de ver a minha mãe numa posição de mais fragilidade, jogou uma porta ao chão ao pontapé e obrigou o outro sujeito a tirar de lá as tralhas que colocou sem autorização e a não levantar a voz à senhora que tinha idade para ser sua avô. Tinha uma atitude super protectora sem andar à procura de conflitos. E passados estes anos todos tenho uma testemunha de jeová que embirrou que não quer que a porta da rua esteja aberta 10 minutos depois das 23h para o meu cão ir à rua. O cão já tem 17 anos e não aguenta estar até às 7h da manhã sem fazer xixi. A bexiga já não dá... E isto e´algo tão simples que não se consegue fazer explicar àquela pessoa. Isso e o facto de que alugou uma casa e não o prédio... quando queremos dispor de todo o espaço ou pagamos por ele ou somos a madona!




Este até nem é daqueles que me dá vontade de lhe dar uns apertões. Mas pensei cá para mim - é tão burro e tão chato que o vou pôr a andar daqui com uma pinta daquelas. E ainda vou ficar a ganhar com isso. Só são precisos mais uns meses de paciência...

terça-feira, 3 de julho de 2018

It takes a village


Quem me conhece bem, sabe que detesto fazer festa de aniversário para mim. O meu dia ideal, é estar incontactável em boa companhia num sitio perdido no mapa. Se houver mojito e massagens à mistura é tudo quanto basta para estar feliz. Mas quando se tem um filho que faz meio ano no mesmo dia de aniversário da mãe, merece uma festa. Não é por mim, é por ele.


Porque eu tenho a perfeita noção de que é necessário criar uma estrutura de apoio para o educar. Como os ingleses dizem it takes a village to raise a child, e é mesmo verdade.


São precisos amigos.

São precisas memórias da mãe a comer uma fatia de bolo de aniversário enquanto ele bebe o biberão.


É preciso o avó e a prima.

E a avô com aquelas cantigas do gato larico.


E o tio e a tia.


Porque nem todos temos família. Porque muitos não têm uma boa família. E porque alguns não têm uma mãe que faça festa mesmo quando não gosta, porque sabe reconhecer que os interesses do filho estão em primeiro lugar.

segunda-feira, 2 de julho de 2018