este podia muito bem ser o titulo de um livro do Virgílio Ferreira, mas é apenas uma ideia minha. Um pensamento que queria colocar aqui, mas as palavras apenas formavam imagens, nunca um texto. Esta sensação da revisitação é importante no sentido da nossa tendência em regressar aos locais onde fomos felizes. Mas fomos felizes como? Porque estávamos sós naquele local e nos conseguimos reencontrar? Porque recebemos uma boa noticia naquele preciso lugar? Ou o sol batia no nosso rosto de uma forma que nunca antes tínhamos sentido? Ou seria simplesmente por estarmos acompanhados pelo "Sol" da nossa vida? E se assim fosse, que triste seria ter apenas um Sol porque nem sempre ele brilha... E a ser tudo isto verdade, então nunca regressamos aos locais onde fomos infelizes? Onde tivemos as piores sensações? Posso garantir que me sinto igual a mim mesma quando vou ao hospital de Almada, ou quando passo nos dos Capuchos. Sinto a mesma serenidade de sempre quando vou ao Jardim do Tourel, se estiver serena e sinto uma grande emoção no Miradouro da Nossa Sra do Monte ou no terraço do Mercado do Loureiro se estiver numa daquelas noites em que até as pedras da calçada eu ano. Então a revisitação dos locais é assim tão importante? Porque será que amigos de longa data ou amantes de sempre se reencontram nos locais que lhes eram comuns? Será que ficou lá ancorada alguma parte de nós que queremos resgatar? Eu já acreditei que sim, hoje nem por isso. Penso que somos nós que agregamos aqueles locais, aquelas sensações que nos causaram, em microparticulas que se fundem na nossa pele, que se agregam ao nosso rosto até que conseguem para sempre mudar a nossa expressão. A expressão com que olhamos os outros e o mundo em que estamos. Por isso mais que revisitar sozinho ou acompanhado, é preciso é buscar a nova emoção que um novo local nos possa trazer, para que o possamos mais tarde agregar e sermos para sempre um bocadinho um do outro. Nós e a terra, o vento, o pássaro que passou, ou a lua que brilhava. É também por isso que quando entro numa sala cheia de desconhecidos me sinto imediatamente atraída por quem mais agregou vivências e mundos em si, por quem soube encontrar-se num qualquer recanto por onde milhares de pessoas passam, mas que nenhuma o tomou para si.
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Não vivo sem...
A Cristina,. que é a minha esteticista desde os meus 16 anos. Esta última semana andei desesperada à sua procura porque já só trabalha por marcações o que significa que nem sempre está no gabinete e por um azar o telefone fixo deixou de funcionar. Eu que lhe ligo sempre para o fixo, andei 1 semana em desespero para marcar a depilação e só hoje finalmente a consegui encontrar! É que muitas fazem bem as depilações, mas não é em qualquer gabinete e com qualquer pessoa que me sinto à vontade para para depilar as virilhas.É que pernas são pernas, e o resto, é intimo demais. Por isso em desespero de causa passei pelo gabinete na esperança de a encontrar e pude finalmente suspirar de alívio quando fiz a marcação.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Parque Terra Nostra
Há um jardim no Vale das Furnas há mais de duzentos anos. Do
alto do Miradouro do Pico do Ferro percebe-se que não é propriamente um vale. É
uma cratera, com 7 quilómetros de diâmetro, última memória de um vulcão há
muito inativo.
Embora inicialmente ignorado pelos primeiros povoadores, o
Vale das Furnas começou a ser popular no final do séc. XVIII, devido ao
crescente interesse no uso de águas minerais para o tratamento de doenças como
o reumatismo e a obesidade. As Furnas possuíam centenas de pequenas nascentes e
cursos de água, todas com diferentes propriedades. O Parque Terra Nostra estava
no centro desta magnífica hidrópole.
Ora aqui estou eu a banhos na caldeira com água repleta de enxofre. Lembrando uns posts de há uns tempos atrás eu usava um champô da Ducray por causa da seborreia nervosa que tem enxofre na sua composição. Agora imaginem o regalo que foi para o meu couro cabeludo mergulhar nesta água! Por isso mesmo fui lá 3 vezes nos 5 dias que lá estive. Ora atentem ás suas características: O enxofre tem sido muito utilizado por dermatologistas porque possui propriedades de um antifúngico, antibacteriano e queratolítica, por isso tem sido usado para tratar distúrbios como acne
vulgar, rosácea, dermatite seborréica, caspa, pitiríase versicolor.
Posto isto os banhos na caldeira operaram maravilhas na minha seborreia nervosa.
No Parque Terra Nostra, podemos encontrar flora endémica dos
Açores, mas também inúmeras plantas nativas de países com climas completamente
distintos do existente nas Furnas.
Num
parque bicentenário, encontram-se, ao longo dos vários percursos possíveis,
plantas em fases de crescimento muito distintas.
Nas últimas duas décadas, o parque tem vindo a enriquecer,
ainda mais, o seu património botânico com a aquisição de novas espécies
vegetais. Esta constante preocupação em diversificar para enriquecer a flora
existente levou a que, atualmente, o parque possua grandes coleções e jardins
com plantas de importante valor histórico e cultural. Estas coleções e jardins
são, designadamente, a Coleção de Fetos (com cerca de 300 exemplares, de
diferentes espécies, variedades e cultivares), a Coleção de Cycadales (com 85
exemplares, de diferentes espécies e subespécies), a Coleção de Camélias (com
mais de 600 exemplares, de diferentes espécies e cultivares), o Jardim da Flora
Endémica e Nativa dos Açores (onde estão reunidos alguns exemplares das
principais plantas endémicas da ilha de São Miguel) e, por fim, o Jardim de
Vireyas – Rhododendrons da Malásia, com exemplares em tons branco, laranja,
rosa, salmão e vermelho.
E porque é que é tudo tão verde e fértil? Porque a humidade relativa do ar é elevada ao longo de todo o ano
atingindo valores que andam à volta dos 80 a 92%. Isto deve-se, sobretudo, ao
facto da freguesia encontrar-se a uma altitude considerável e ser muito rica em
vegetação.
A freguesia de Furnas usufrui assim de um micro-clima que,
associado a um solo com características vulcânicas e à existência de inúmeros
recursos hídricos, permite e potencia a adaptação de uma grande diversidade
vegetal.
É um daqueles locais que fica para sempre gravado na nossa memória, e no meu caso até tenho uma desculpa para lá voltar todos os anos - tratar a seborreia nervosa...
terça-feira, 3 de junho de 2014
Se Deus fosse mulher
não seria necessariamente melhor. Isto, contrariando aquilo que muitos dizem sobre a falta de sensibilidade masculina e uma forma mais conciliadora de ver as situações. Olhando para uma empresa em que o chefe é um homem, muitos se retraem, ao pensar que poderá não estar próximo de um universo feminino e possa não compreender as necessidades pessoais e familiares de uma funcionária. Por vezes assim é, outras talvez por essa realidade lhe ser tão distante, dá alguma margem de manobra, porque realmente tem noção de que as exigências são diferentes. Mas pior do que depender de um chefe homem, é ter no lugar de quem toma decisões uma má mãe. É que uma mulher que não soube e não sabe ser boa mãe também não permite que as outras o sejam, quando tem poder para isso. Não sei se o fazem em consciência ou se para se convencerem de que não faz mal terem filhos que são os outros que criam, porque a sua agenda pessoal vem primeiro.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
São Miguel - dia 1
Primeiro impacto - Tudo é verde para onde quer que se olhe!
Furnas - Mapa para orientar o percurso entre caldeiras lagoas e poças da água quente.
Largo das Caldeiras é uma paragem obrigatória para tomar um primeiro contacto com o fenómeno das fumarolas.
O melhor é ler sobre o assunto antes de lá chegar, se não correm o risco de terem que explicar todo o processo desde a pressão do núcleo interno da terra até á saída dos vapores e os gases que libertam. E daí talvez não... talvez seja só comigo que acontece a famosa frase - pergunta á Susana que ela sabe tudo. A Susana não sabe tudo e também usa o google.... mas não nesta viagem.
Existe um pequeno centro de microbiologia no local onde se podem informar sobre estes fenómenos e perceber os principios termais das águas com enxofre na composição.
E depois podem visitar a Lagoa das Furnas, que é de todas a que menos impacto causa e talvez por isso seja a primeira a visitar. É de fácil acesso e se forem por volta do 12h ainda conseguem assistir á retirada do cozido das furnas.
Quando começarem a pensar que o território a explorar é todo muito semelhante, preparem-se para uma surpresa magnifica - A Lagoa do Congro, a minha favorita.
Como não sabia ao que ia comecei a descer o trilho tal como o encontrei - de sabrinas e casaquinho de malha e só por sorte deixei a mala no carro.
Este trilho é bastante dificil - tem quedas de água, piso molhado, árvores de grandes dimensões caidas no meio do trilho. É preciso ir com muita atenção onde se coloca os pés e não se deve ir sozinho neste percurso... é que não há rede de tlmvl caso vos aconteça algo.
Claro que depois de 30 a 40 minutos a descer a recompensa é esta! Uma lagoa do mais verde que há numa paz que é impossivel perturbar.
domingo, 1 de junho de 2014
Maria João Quadros, "Fado Santa Luzia" - "Meu amor, abre a janela"
Porque quando a saudade me encontra, eu posso não estar sozinha...
Ontem ofereci um jantar de fados á família mais próxima. Fomos à Casa da Mariquinhas, onde ouvimos entre outros a Maria João Quadros. Este fado foi novidade para mim e foi aquele de que mais gostei. Fiquei agradavelmente surpreendida com esta casa de fados, que estava repleta e portugueses e nestas coisas por vezes sou um bocadinho egoísta e é bom sentir que estamos num espaço luso, sem estrangeiros à mistura. Porque para quem gosta de fado, não há nada mais deprimente que estar em Lisboa e ir assistir a uma noite de fados para quem não os entende.
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