quarta-feira, 30 de abril de 2014

A Zona de desconforto

Já terminei de ler este livro nas férias de Março, mas só agora me apeteceu escrever sobre ele. É que realmente não foi uma leitura muito interessante, e quando assim é também não nos apetece comentar. De qualquer forma o Jonathan Frazen escreve bem, só não gosto é dos temas, demasiado USA para o meu gosto. O facto mais interessante do livro foi quando ele referiu que quando estava na faculdade a estudar literatura, um professor sugeriu que a análise do livro O Processo do Franz Kafka poderia ser vista na vertende do sujeito ser realmente culpado. Isto para mim foi uma pedrada no charco! Como é que nunca me ocorreu que ele poderia ser culpado? Como numa série de outras coisas da nossa vida, ficamos presos á  forma e esquecemos o conteúdo.
 
 
 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Abismo

 E se olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também te pode olhar de volta. Nietzsche




Esta é uma das minhas frases favoritas desde que me lembro de ter consciência de mim. E o que é perigoso no abismo, é que tanto pode ser um medo, como uma situação ou mesmo ter o rosto de alguém...



segunda-feira, 28 de abril de 2014

De uma manhã passada nas repartições públicas

Hoje foi dia de tratar de papelada. Foi banco, foi segurança social e uma ida ás finanças. No banco não estava ninguém. Na segurança social estavam 10 pessoas e resolvi descer a rua e ver como as coisas estavam nas finanças... 40 pessoas á minha frente. Voltei á segurança social e fiz o pagamento, havia gente por lá que também tinha a senha das finanças e que comentava que hoje estava muita confusão porque os mais idosos que ainda não tinham pago o IMI resolveram que hoje era o dia de o fazerem!
Quando voltei ás finanças verifiquei que era verdade o que diziam e estava um Sr a um canto que resmungava que as pessoas são doentes e estão cansadas e não podem estar 2h à espera de serem atendidas. Depois de tanta conversa encostou-se à parede e comecei a ouvir um tic tic familiar. Qual não foi o meu espanto quanto percebi que estava de corta unhas em punho a cortar as unhas em frente a toda a gente para o chão das finanças. Uma coisa é não gostar de lá ir fazer pagamentos, que ninguém gosta, outra coisa é falta de educação e asseio. Fiz um ar tão incrédulo para aquilo que estava a ver que rapidamente o homem guardou o corta unhas no bolso interrompendo o que estava a fazer.




Depois pensei que podia fazer um paralelismo com a escrita da Margarida Rebelo Pinto. Muitos defendem que embora aquilo que ela escreve não se possa considerar literatura de qualidade, mais vale ler mau, do que não ler nada. E eu pensei o mesmo sobre o Sr que corta as unhas na tesouraria das finanças. Talvez seja melhor que as corte ali, do que andar com elas sujas e grandes. Resumindo, escolhemos um mal menor, mas não mudamos a nossa opinião sobre quem usa o corta unhas em público ou sobre quem lê livros da Margarida Rebelo Pinto.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Almoço com vista para o Tejo

No mês passado fomos almoçar ao restaurante Faz Figura. Já tinhamos um voucher e aproveitamos um dia de sol, para almoçar na esplanada com vista para o rio.
O problema do uso de vouchers ou de marcações em semanas de restaurant week é que muitos dos restaurantes participantes não se comportam à altura daquilo a que se propuseram. Nós sabemos que as ementas são criadas para essas situações (no caso do Faz Figura existiam alguns pratos seleccionados, mas todos faziam parte da carta da casa) e embora não sejam os seus pratos mais caros a qualidade é sempre boa, mas aquilo em que muitos falham é no atendimento. Imagino que participar neste tipo de iniciativas seja uma decisão da gerência do restaurante e os empregados nem sempre fazem boa cara aos clientes que chegam nessas circunstâncias, porque generalizam que são mais uns putos que pedem umas coca colas e nem dão gorjeta.
Tive em 2011 uma situação dessas numa das primeiras edições do restaurant week Lisboa, numa ida ao Vela Latina. A comida não estava mal confeccionada mas o atendimento foi pior que mau.
Passados 3 anos e com o mercado mais habituado a este tipo de consumo fomos muito bem atendidos no Faz Figura e é restaurante a que posso voltar com ou sem voucher.

As entradas foram um ninho de codorniz


E um folhado de queijo da serra com mel (que para uma louca por queijo como eu soube a pouco)


De prato principal pedimos picanha com batata frita caseira e puré de feijão


E cachaço de porco com espuma de trufas (já comi trufas melhor confeccionadas)


As sobremesas estavam maravilhosas... tanto o creme brulee que infelizmente em Portugal não se leva ao lume com alfazema como eu gosto, mas que ainda assim estava delicioso


E uma mousse de frutos silvestres com café, com um combinação nada enjoativa.



Para resumir, o chefe é bom, têm seguramente uma das melhores vistas de Lisboa e uma das melhores sangrias da cidade e o pessoal esteve á altura da situação. De certeza que voltamos lá.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Boy best friend

Todas as mulheres devem ter um melhor amigo homem. É do melhor para a nossa sanidade mental...



E hoje numa troca de mensagens com ele disse-lhe assim - Estou com com uma P* de uma tensão mamária como nunca tive antes. Ou estou grávida ou as minhas hormonas não estão bem.
Resposta: espero que já seja um João na barriga!
Quando um dia for um João na barriga envio uma sms ao meu boy bestfriend a dizer ESTAMOS GRAVIDOS!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Cada um tem o País que merece

Não tenho clube de futebol, muito embora já tenha um cachecol cor de rosa e verde a dizer mulheres com garra (adivinhem quem ofereceu?). Não tenho preferências clubisticas, por isso tanto me dá quem ganha o campeonato. A única coisa que tenho a lamentar é que os portugueses só se mostrem grandes e unidos a festejar e que o mesmo não aconteça quando têm que mostrar descontentamento e lutar pelos seus direitos. Se o benfica fosse campeão meia dúzia de vezes por ano, o Marquês de Pombal teria sempre as mesmas 200 mil pessoas a festejar. Quantas dessas 200 mil iriam para o Marquês  protestar contra o aumento de impostos e as injustiças porque temos passado?
 
 
 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Uma vida que não se esquece

 
 
Não choramos porque terminou... sorrimos porque existiu!